segunda-feira, 3 de agosto de 2009

LITORAL FM - 27 de JULHO de 2009 (com CLÁUDIO VASQUES)



Marcelo Rosendo, Cláudio Vasques, Flávio Viegas Amoreira, Cecília Lopes e Chico Marques

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Lux In Tenebris (por Flávio Viegas Amoreira)

Fazem nas trevas do dia
Ao correr da noite escura
O que tem na natura.
Sempre voltam ao início.

Nela o vício é a virtude
E a virtude é o seu vício.
Cada um , em seu ofício,
Metamorfose produz:
Das trevas acendem luz.

[poema de monge irlandês do século IX , tradução professor Paulo Ferreira da Cunha, Universidade do Porto]



Na aurora do cinematógrafo o espanto: a caverna de Platão ao avesso: a retenção possível do Devir, a apreensão imanente do atemporal estava ali na salinha escura avessa ao ´néon-fake´ das metrópoles que regurgitavam ilusão ,

´Maya´ entre o burburinho das ruas. Muita luz, muita sombra: Lumiére alumiando o cotidiano além do mimetismo: cinema como fenomenologia do espanto encantatório do instante. Em ´´Hanna e suas irmãs´´, o personagem de Woody Allen tenta todas as crenças religiosas e alternativas terapêuticas para a dor de existir: a beira do suicídio, entra na ´´treva´´ aparente duma matinê novaiorquina e revela-se a luz : uma fita dos ´´Irmãos Marx´´ servem como ´´rosebud´´ ou ´´madeleine proustina´´ para sua redenção. Epifania: há uma claríssima dicotomia entre o simbolismo carregado de significados extraídos das telas e o esvaziamento de sacralidade no prosaico universo consumista e estupidamente hedonista do ´´ mundo-lá-fora´´. Sinto-me como numa catedral laica, numa clareira aconchegada quando me rendo ao eterno presentificado ao assistir ´´O sétimo selo´´ ou ´´Morte em Veneza: a luz se faz com Bergman e Visconti pontificando feito sumo sacerdotes da Fé dos sem crença transcendente: Arte! E quanto de Arte reunida projetando imagens e diálogos como quem lê a ´´Divina Comédia´´ ou ´´Moby Dick´´ desconstruídos magistralmente em Murnau ou Dreyer : se o século XX deixou legado, creio que foi o cinema sua maior contribuição tendo Chaplin como um Shakespeare

para platéias múltiplas na sua variedade de formas e conteúdos liricamente estilizados. Heresia comparar o bardo inglês ao ´´genial vagabundo´´? Tão pertinente quanto revisitar ´´Amacord´´ com olhos de quem percorre Bocaccio... A arte cinematográfica é a que mais se aproxima do mito prometéico de tomar a tocha de Zeus: planos sequencias, ´zoom ´, montagem:

é na elaboração da perspectiva filmada que mais rebubinamos a cosmogonia e a gênese : no começo Mélies fez do Verbo : luz em sinestesia, câmera e ação!

´´Long shot´´ ou ´´Big Close´´ : o cinema esquadrinha a natureza humana com enquadramento que a fugacidade opaca da modernidade já não dessacralizou.

Cinema como liturgia, êxtase sensório, orgíaca plasticidade para minhas retina nada fatigadas. Recorro ‘a Heidegger para transplantar ontologia a minha intimidade com a Sétima Arte: ´´Clarear algo que dizer: tornar algo leve, tornar algo livre e aberto, por exemplo, tornar a floresta, em determinado lugar, livre de árvores. A dimensão livre que assim surge é a clareira. O claro, no sentido de livre e aberto, não possui nada de comum, nem sob o ponto de vista lingüístico, nem no atinente ‘a coisa que é expressa, com o adjetivo ´´luminoso´´ que significa ´claro´. Nunca, porém, a luz primeiro cria a clareira; aquela , a luz, pressoupõe esta, a clareira. A clareira é o aberto para tudo que se presenta e ausenta. ´´ O cinema não como lume, sim ´numinoso´:

algo que redefino apartir do natural ´ reproduzido´ e que desdobro em miradas retidas no esforço em que me perco, a errância que ´paraliso´ num ´spot´ ou ´flash´ recobrado. A técnica ‘a serviço da civilização que não ´desnatura´ ou ´desumaniza´: facho que tira do pó e lança pontes ‘a literatura e ao teatro:

além da perspectiva renascentista serializada. O cinema indústria, entretenimento ou refulgência definido sem ilusões grandiloqüentes por Paulo Emílio Salles Gomes: ´´A história da arte cinematográfica poderia limitar-se, sem correr o risco de deformação fatal, ao tratamento de dois temas, a saber, o que o cinema deve ao teatro e o que deve ‘a literatura. O filme só escapa a esses grilhões quando desistimos de encará-lo como obra-de-arte e ele começa a nos interessar como fenômeno. Não é na estética, mas na sociologia que refulge a originalidade do cinema como arte viva do século.´´ Quanta lucidez do mestre Paulo Emílio! Contradiz-se por saber inconclusa qualquer ordenamento estanque do que seja Cinema: mas enfatiza seu maior predicado enquanto Arte que soma, desnuda-se e deita raízes cromático-prismáticas:

o Cinema em seu âmago ´refulge´! A angústia da folha em branco ao escritor é

a luta do cineasta da sombra ao copião: o diáfano, o informe dissoluto pede ser clarificado pelo amalgama entre intelecção e sensibilidade captada por negativos imagéticos do nada que ressurge do vazio preenchido e resignificado: holofotes são alegorias solares. ´´O artista (...) excede os estados perceptivos e as passagens afetivas do vivido. É um vidente, alguém que se torna. Como contaria ele o que aconteceu, ou o que imagina, já que é uma sombra? Ele viu na Vida algo muito grande, demasiado intolerável também (...) fazendo estourar as percepções vividas numa espécie de cubismo, de simultanismo, de luz crua ou de crepúsculo, de púrpura ou de azul, que não tem mais outro objeto nem sujeito senão eles mesmos.´´ Diz Deleuze sobre

arte como retenção ou evasão apartir da obra em si: o contraste entre o ensolarado em meus olhos marejados e o choque com o horizonte diante de meu destino fora da sala de projeção. Nenhum impacto é maior que ser espectador numa cidade de praia, mar, cais: duas atmosferas telúricas magistrais: a solitude partilhada numa sessão quase vazia e o fim de tarde indagando: onde é mais Vida a Vida? Diante da tela ou do marulho do Oceano? O claro-escuro, o ´sfumatto´ resgatam-me o insondável: ´´Frankstein´´ de James Whale, o ´´film-noir´ básico: ´´Laura´´ , o ´gran-finale´ de ´´Sunset Boulevard´´ com Gloria Swanson entre luz e trevas na grande metalinguagem de Hollywood, - a dança enlouquecida de Peter O´Otole em ´´Lawrence da Arábia´´, a interpretação bizarra de Bette Davis em ´´Baby Jane´´ ou o recente clássico de François Ozon : ´´O tempo que resta´´ são fitas que me tornam obsessivo: Cinema é fundamentalmente obsessão do olhar pelo excesso de sensibididade posto nele: o olhar, a imagem. ´´Despertar´´, reconhecimento da verdadeira identidade da alma:

´anamnesis´: retorno a paraíso perdido, o Cinema é como o Oceano para mim:

útero apaziguador ou erotismo da visualidade que me penetra epidermicamente. Na literatura me busco, através do cinema, por ele:

me perco achando, tão ou mais profundo. Meu cérebro além de máquina de escrita, faz-se luz como neurônios tragados cinética e cinematograficamente.




Flávio Viegas Amoreira é escritor, crítico literário e jornalista

Ilustração 1: tela "Peixe Azul" de Maurício Adinolfi
ilustração 2: fotograma de Gloria Swanson no filme de Billy Wilder, "Sunset Boulevard"


publicado originalmente no blog CURTA SANTOS

A Beleza Fácil e Definitiva de Ceumar e Sua Música (por Julinho Bittencourt)



Se o Brasil procurava uma nova dama da canção, achou! Com uma carreira que começou em 2000, com o lindo disco Dindinha, a cantora mineira Ceumar traz todos os requisitos para ocupar o posto de grande diva da nossa música.

Tem um repertório novo, inteligente e bem elaborado, sua voz é límpida e linda e, como se não bastasse isso tudo, ela também é dona de uma beleza fácil e definitiva, daquelas que prescinde dos truques das roupas e dos salões.

E, só para deixar tudo isso mais claro, chega a Meu Nome, seu quarto disco, com duas inovações corajosas. A primeira se desdobra em duas, ou seja, é um disco ao vivo onde ela se apresenta apenas com seus violões. A segunda, tão ousada quanto, fica por conta do repertório. Desta vez ela gravou somente canções suas, algumas em parceria, mas a maioria dela mesmo.

Para quem chegou no cenário cantando coisas que vão de Sinhô a Zeca Baleiro, passando por Luiz Tatit e Dante Ozzetti, com quem dividiu o inesquecível disco Achou!, e até o grupo inglês Renaissance, um repertório inédito poderia ser perigoso e frustrante.

No entanto, ao contrário do que pudesse prever qualquer produtor mais austero, suas canções se equivalem a todo o seu talento. São brejeiras, construídas de forma mínima e certeira. Com duas ou três frases, tanto musicais quanto melódicas, resolve a questão e deixa a audiência feliz da vida.

O disco abre com Reinvento, composição cuja letra de estirpe traz para o grande público a poetisa Estrela Ruiz Leminski. E é justamente a desfaçatez de Ceumar um dos melhores ingredientes deste Meu Nome. Ao mesmo tempo em que transforma em coloquiais versos mais densos, faz com que as suas melodias transformem conversas ao pé do ouvido em construções inesquecíveis.

A partir disso, a cantora expõe em suas canções um universo tão único e, por isso mesmo, tão reconhecível para todos. Fala do filho e da mãe, da chuva e do tempo, tudo quase como quem percorre um álbum de retratos ou revê uma cidade antiga.

Segue, enfim, a nos contar histórias, ensinar cantigas e brincadeiras de roda feito um viajante que descreve seu país distante. Um lugar que, de repente, descobrimos também como nosso.

Tudo na sua música acontece de forma natural e tranquila. Talvez até por isso este formato somente com voz e violão tenha um significado maior para a carreira da cantora.

Com um tantinho de maquiagem aqui e ali, alguns poucos acordes precisos, o senso exato do ritmo e da respiração, e o sorriso aberto, ela reinventa para um novo mundo a sua canção dos folguedos e praças.

De saia rodada e intenção agreste, sua alma impregnada de asfalto canta fácil canções difíceis. Com jeito de quem escapou de um romance de Jorge Amado, Ceumar dança entre os blogs e alinhava com seu canto a eternidade. Meu Nome, assim como a sua autora, é um disco feito para sempre.


Julinho Bittencourt é jornalista e músico (ou músico e jornalista)

Garanta já o seu ingresso para a apresentação de Ceumar no domingo, 2 de Agosto, no Teatro do SESC-Santos

publicado originalmente no Trupe da Terra

Diário de Viagem (por Armando Catunda)




Definitivamente Budapeste é um livro e não um filme.
O que fica após duas cumpridas horas no cinema são algumas boas frases e a idéia de que entender profundamente um idioma estrangeiro é realmente ganhar uma nova cidadania.
A palavra é o povo.


Encontro com escritores que pretendem carregar a poesia pela vida como imagem de virgem no andor em procissão.
Outros a carregam como o frango do Nelson Cavaquinho.
Em uma história mais saborosa que qualquer penosa, a mulher de Nelson contava o episódio em que incumbido de comprar o almoço de sábado, saiu às dez da manhã e retornou na segunda por volta do mesmo horário.
Voltou um trapo,vindo de animadíssimos pés sujos e quem sabe de que quartos suspeitos.
Amarrotado, cheirando azedo, já na abissal ressaca avançou portãozinho adentro com cara de cachorro ladrão, segurando a ave meio apodrecida como um troféu, como um álibi. Foi seguido por um verdadeiro amigo, um fiel escudeiro de orgia que implorou à esposa do poeta: - Não briga com o Nelson, não. Você não sabe o que ele fez para chegar com esse frango em casa, até correr atrás de bonde onde o havia esquecido, ele correu!
Estou mais para Nelson que para sacristão.
A poesia não nasce para revestir seu autor de respeitabilidade e status social.
A poesia é o alimento debaixo do braço, do suvaco suado, enquanto a vida nos vive em suas corredeiras.
A vida é uma ladeira.


A velhice cada vez me assusta mais. Não a minha que chega aos poucos, como quem não quer nada, disfarçando.
Chega como aquele hóspede, mansinho, humilde, se desculpando pelo incômodo, mas que se aboleta na casa e quer dominá-la, apossar-se dela toda, mais cedo ou mais tarde.
Ela me assusta e horroriza por vê-la devastando aos que amo.
Arranca as rodas.
Para alguns poucos, alguns raros, restam as asas.


A pizza de boteco é uma instituição e certos bares tinham que ser tombados como patrimônio da humanidade que habita aquele bairro.
Um bom boteco tem sempre um bicheiro de plantão, um garçom tão antigo como a casa e clientes que podem ter o DNA de seu cotovelo encontrado no balcão.
Saber que a cerveja é inesgotável enche um homem de confiança no planeta.


O provincianismo é como o tempero imutável de certos pratos no almoço de domingo com a família.


Gilberto Mendes e Eliane agora tem uma cadela que come em sua mesa e dorme no seu quarto. Chama-se Mel e tomou conta da casa como fazem os espertos cachorrinhos.
Um filho ou uma filha peluda alegra a vida, faz a ponte entre nossas estressadas existências com o mundo sem pecado e sem perdão da natureza.
No final somos nós que abanamos o rabo para aquele nariz molhado, aquele amor tão sincero.


Durante o progrma de rádio "Quatro Ases e Um Coringa", no intervalo com os microfones desligados, entrevistados e entrevistadores, discorrem sobre os pepézinhos e os pepézões das grandes cantoras.
Os pés da Badi Assad são lembrados, como seres autônomos, despidos, que dançam como tuaregues, com a mesma lascívia selvagem em volta da fogueira no deserto, sob a lua.
Os de Diana Krall, sabem todos os truques da sedução civilizada. Nova-iorquinos, entronizados em saltos sete e meio, fabricam sonhos nos pedais de seu Steinway.
Dançam em salões utópicos e repousam banhando-se em cascatas de champanhe.


Foi reconhecido em uma discussão cultural de altos e baixos que o avento da segmentação literária de conformidade com a orientação sexual dos autores é uma curiosa realidade.
Por alguns foi considerado inaceitável que as Escritoras Lésbicas ganhem um espaço especial em uma feira literária e os Escritores Punheteiros não recebam os mesmos privilégios.
Abaixo a discriminação para o Quarto Sexo.


Os vendedores de Santos: um super plugado e eficiente em uma loja de tênis, uma anta letárgica em uma loja de instrumentos musicais, uma toupeira néscia tentando digitar um autor que desconhece no computador da livraria.
Fatos isolados ou o retrato de uma época?


foto: Armando Catunda

Armando Catunda é fotógrafo, escritor, ex-baterista e ex-dono de botequim

publicado originalmente em IMPRESSÕES DIGITAIS

Luta Política Santista Completa 25 Anos (por Carlos Mauri Alexandrino)




A retomada da autonomia política de Santos completa 25 anos no dia 9 de julho. Neste dia, às 11 horas e 8 minutos exatamente, o então presidente da Câmara Municipal de Santos, Noé de Carvalho, terminou de dar posse ao prefeito eleito Oswaldo Justo e declarou restaurada a autonomia municipal.

Nosso direito político mais elementar, de escolher o governo da cidade, foi duramente atingido já no golpe de estado de 1964 e seguiu trôpego até 1969, quando foi perdido de vez sob o manto dúbio da segurança nacional.

Entre um ponto e outro tivemos duas intervenções militares na cidade, perdemos dois prefeitos eleitos, que foram cassados e tiveram seus direitos políticos suspensos por dez anos, outros líderes locais foram igualmente condenados a esse exílio interno.

Fomos considerados, como comunidade, um risco à segurança do país e, finalmente, declarados como incapazes de governar nosso próprio destino.

Os santistas, que não podiam votar no presidente e no governador, como os demais brasileiros, não podiam sequer eleger o prefeito da cidade. Fomos transformados em cidadãos de segunda classe.

O caminho de volta foi uma longa luta cotidiana, demorada, árdua, arriscada durante bom tempo, aquela empreendida pela cidade até reconquistar o direito de autogovernar-se. Só em 2 de agosto de 1983, um decreto presidencial, nos devolveu a autonomia, que seria restaurada, segundo seus termos, com a posse do prefeito eleito. Vinte anos foram consumidos nesse combate.

A luta pela autonomia política de Santos confundiu-se com as lutas gerais do povo brasileiro pelas liberdades democráticas, pela libertação de presos políticos e a anistia. O eco da conquista santista chegou à própria luta pelo fim da ditadura e foi nossa maior contribuição à causa, pelo efeito midiático da eleição numa cidade impedida de votar que reconquistava esse direito, num país onde os cidadãos queriam votar e não lhes era permitido.

Desde a restauração da autonomia política, uma geração inteira de santistas cresceu e amadureceu sob condições políticas democráticas e sabe apenas do que leu a respeito ou nem isso, sobre um tempo de perigos hoje impensáveis. Época em que se podia ser preso pelo que se dizia ou pensava, pela crença política que se tivesse. Período em que se morria nas prisões, sob tortura, ou em execuções sumárias.

Soa mesmo pouco compreensível que não se pudesse eleger o prefeito da cidade, coisa corriqueira, repetida a cada quatro anos. Como fazer toda uma geração entender que mesmo esse voto doméstico é uma coisa preciosa? Que essa ação simples é um direito que exerce porque foi erigido pela força da luta de santistas de outro tempo?

Como podem os mais jovens compartilhar, sem ter vivido, a emoção de uma unidade como a que os santistas forjaram naquele combate? Foi um momento duro, mas rico, que uniu todas as correntes de pensamento político contrários à ditadura, para a busca de um objetivo comum. Como pode ter esse sentimento profundo quem viveu uma vida inteira sob o livre confronto de idéias, com cada linha de pensamento buscando sua expressão própria, como se todos estivéssemos estado sempre e sempre separados?

Talvez seja uma sina que o resultado das lutas de uma geração passe ao cotidiano da geração seguinte com tal naturalidade, que o custo e a beleza daquela vitória original sejam esquecidos com o tempo. Podemos contar a história, relembrar, fazer ver. Mas não podemos reviver sentimentos. E talvez seja bom assim.

Foto de Rafael Dias Herrera: quepes militares sobre a mesa do Salão Nobre da Prefeitura de Santos durante a posse do interventor do governo em Santos.

publicado originalmente no Jornal da Orla

LITORAL FM - 20 de JULHO de 2009 (com ZÉ SIMONIAN)


Marcelo Rosendo, Zé Simonian, Flávio Viegas Amoreira, Chico Marques, Cecília Lopes

sexta-feira, 17 de julho de 2009

PRÓXIMO CORINGA - ZÉ SIMONIAN



JOSÉ SIMONIAN é saxofonista e flautista, além de professor de música e diretor da Escola Simonian de Müsica, em Santos

QUATRO ASES E UM CORINGA
Segunda, dia 20 de Julho, em novo horário, 19 horas
Reprise Terça, dia 21 de Julho, 24 horas
Litoral FM, 91,9 MHz

Ouça o programa online